8 de outubro de 2019

Esse é um post para que gosta de astrologia. Então se você não curte, pula para o próximo  🙂

Um dos motivos para eu ter escolhido a semana do dia 02 de julho para a minha viagem à Argentina foi o eclipse solar que tivemos esse ano e que poderia ser melhor observado apenas nos países do leste da América do sul, incluindo a Argentina. Esse fenômeno foi especial para mim porque astrologicamente ele se deu no eixo câncer e capricórnio, meu eixo nodal de nascimento e também onde eu tenho quíron, urano, netuno e sol, posicionamentos e aspectos que falam muito sobre meus desafios, feridas, meu propósito de vida e minha iluminação pessoal.  Portanto fazia todo sentido me dar essa experiência de presente e celebrar esse marco de forma tão especial, agora o que eu não sabia é o quanto isso representaria para mim, um verdadeiro encontro de alma.

Eu tenho o signo de câncer na cúspide da casa 9, onde tenho quíron e sol, o que significa que eu tenho capricórnio na casa 3 onde tenho urano e netuno, sendo que o saturno está no signo de aquário na cúspide da casa 4. Para quem entende de astrologia não precisa de muito para desvendar esse mistério – tudo que envolve meu local de nascimento, minha comunidade, os meus vizinhos me causa um descolamento emocional enorme. A presença do signo de aquário e também de urano nesse setor da vida me gera uma necessidade absurda de libertação, mas o netuno não permite que isso seja totalmente consciente. Então eu sempre quis embora, mas eu nunca sobre o porque e nunca achei para onde. Tudo isso sempre foi muito nebuloso para mim, sobretudo porque eu amo o Brasil e nunca soube ao certo se essa desconexão era real ou se era coisa da minha cabeça. Então eu vivi sempre me questionando se todo mundo se sentia assim. Sempre buscando me reconectar e encontrar esse sentimento em algumas coisas e lugares. Confesso que quando ia para a praia achava até que estava bem próxima  a isso, mas ainda assim sem 100% de certeza. Alguma coisa dentro de mim dizia que ainda não era suficiente.

Porém quando eu cheguei na Argentina eu tive certeza sobre todos esses pontos. Logo quando eu pisei em Buenos Aires um sentimento de pertencimento tomou conta de mim e ali eu soube o que é se sentir verdadeiramente em casa. É complicado falar sobre isso porque as pessoas tendem a interpretar esse sentimento como depreciação do meu país de origem e não é o caso. O que acontece é que tudo lá era totalmente eu e tudo aqui no brasil é muito legal, mas é novo para mim sabe, uma aprendizagem. Não tem nada a ver com achar a argentina melhor ou pior que o brasil, mas com se sentir pertencente. É algo difícil de colocar em palavras, porque é sentimento né?

Esse sol que brilha nessa bandeira me faz lembrar do meu sol em câncer na casa 9. Pisar lá bem no momento em que o nodo norte estava iluminando essa área da minha vida foi mágico. E como se a astrologia não fosse tão perfeita, nesse momento também plutão e saturno estavam transitando sobre meu urano natal, ambos retrógrados, revisando todos esses pontos que precisavam ser transformados e melhor estruturados em minha vida. Uma verdadeira poesia estelar.

E mesmo que eu não consiga explicar em palavras o que eu senti, fico grata por ter sentido e por ter tido a oportunidade de viver tudo isso em um momento que eu estava passando por tantas transformações pessoais. Isso com certeza iluminou meu olhar sobre o mundo e me curou em muitos níveis de questionamentos que eu me infligia por me sentir tão errada no mundo. Acredito que tudo acontece no momento certo e com certeza essa seria a hora que eu estaria melhor preparada para receber essa consciência do universo e entender o que fazer com tudo isso.

E é isso, esse ano eu encontrei meu lar no mundo e as pessoas costumam reagir a isso com a seguinte pergunta: “beleza, e o que tu vais fazer com isso?”. A minha resposta é sempre surpreendente porque por ora – nada. Tudo que eu precisava era saber isso, era entender se o que eu sentia fazia sentido. E faz e agora eu sei que eu tenho um lugar no mundo onde eu me sinto em casa e para onde eu posso voltar um dia, mas agora eu estou aqui e há muitas coisas que eu preciso desenvolver e aprender aqui.

A grande lição que aprendi esse ano fazendo muitas análises do meu mapa e processos de terapia é que não é porque eu encontrei meu lar no mundo que eu preciso voltar para ele. As vezes a gente precisa sair de casa para se desenvolver em uma jornada pessoal que é meio dura mesmo, porque capricórnio é sobre isso, é sobre trabalho duro e fazer o que tem que ser feito. E esse é meu grande propósito! ❤  Talvez em breve eu possa desfrutar do conforto de me sentir dentro da minha conchinha de novo, mas hoje eu estou subindo a montanha. Essa montanha se chama Brasil e com todas as pedras que temos encontrado no caminho, acredito que será uma viagem dura, porém muito satisfatória. E talvez, quem sabe, no final dessa jornada eu me sinta totalmente pertencente a ambos os espaços?

A gente não sabe o que nos espera e a vida é um eterno vir a ser, mas encerro esse post dizendo que tudo com consciência fica mais fácil, por isso se eu puder dar um conselho: busquem. Seja por espiritualidade, terapia convencional, meditação, o que te ajudar a se conhecer e entender seus dilemas. Muito do nosso sofrimento vem do não entendermos quem nós somos e porque nos sentimos ou comportamo-nos de determinadas formas.  E quando enfim a gente entende fica sim um pouco mais fácil, inclusive porque a gente passa a se aceitar mais né, entender que tudo tem um sentido e um porque. Agradeço você que leu até aqui, sei que esses assunto são polêmicos e eu evito falar desses assuntos no blog, mas não tinha como eu fechar os relatos sobre a argentina sem passar por isso que foi o centro de tudo.

Um grande beijo a todos e até a próxima 🙂

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