15 de janeiro de 2019

Finalmente esse post vai sair da caixa de entrada! 🙏 O tão aguardado relato da nossa experiência com a aplicação da manta vinilica no nosso apê alugado, incluindo custos, desafios e bastidores realistas dessa empreitada maluca que fizemos quando pegamos as chaves do apê. Eu demorei um pouquinho para soltar esse post porque eu queria completar o prazo de 12 meses após essa reforma e dar dicas mais sólidas para vocês. Por isso espero que gostem do relato, tá bem completinho e foi feito com capricho! 😉

Para iniciar, é importante explicar o porque da nossa escolha em “colocar um piso” em um apartamento que não é próprio. Eu já escrevi aqui no blog que viver de aluguel é um estilo de vida que adotamos para construir um futuro mais sólido para nós e que em meio disso buscamos conciliar nossos desejos e sonhos de uma casa confortável e agradável dentro de nossa realidade. Por isso esse tipo de investimento para nós é prioridade e está dentro do nosso planejamento. Talvez você não tenha isso como algo importante e está tudo bem. Mas para nós há certas coisas que não toleramos em uma casa e piso de cerâmica é uma delas, por isso ao fechar esse apartamento, sabíamos que teríamos que fazer alguma coisa para “resolver esse problema”.

Foi portanto nesse contexto que a manta vinílica surgiu nas nossas pesquisas e aparentemente era a solução perfeita, pois além de prometer uma aplicação fácil poderia ser retirada ao final do contrato de locação do imóvel, o que para nós era importante, porque não queríamos negociar nem mexer com nada de obra no apartamento. Por isso nem hesitamos, fomos atrás dos materiais e decidimos que iríamos fazer por nossa conta e risco, arcando com qualquer prejuízo que pudesse decorrer da empreitada.

Toda nossa experiência foi um misto de emoções. Em alguns momentos pareceu uma ideia genial, mas em outros sentimos que não daríamos conta. Por isso sou honesta em dizer que apesar de termos gostado do resultado e não nos arrependermos do processo, foi um pouco mais difícil do que imaginamos no início e isso acabou pesando a gente, principalmente com o acúmulo de outras tarefas que tínhamos para entregar o apartamento antigo e fazer a mudança. Por isso a nossa dica caso você queira tentar fazer o mesmo é paciência, porque apesar de não ser uma obra de verdade, não deixa de ser um tipo de reforma e como toda reforma, dá trabalho e tem pequenas coisas que saem do planejado. Um bom jogo de cintura e capacidade de aceitar as imperfeições da vida nos ajuda e pode garantir que esse processo seja um pouco menos traumático para você do que foi para nós. Claro, além das dicas desse post, pois se soubéssemos de muitas coisas que estão escritas aqui, talvez tudo teria saído melhor 🙂

Agora vamos as dicas! Decidi fazer o relato por partes, pois além do piso, colocamos também rodapés brancos para finalizar o processo e essa foi a parte mais difícil de todas, por isso acho importante dar um a noção clara e separada das partes, para você avaliar o que está mais bem encaixado na sua realidade e planos, ok?

A compra dos materiais: preço e custo

Compramos 30 metros de manta vinílica MALIBU da marca Scandian Home em uma promoção na internet. Pagamos R$11,00 no metro, o que na época deu R$300,00. Além disso compramos o rodapé Santa Luzia por cerca de R$5,00 o metro, o que deu uns R$150,00.

Ocorre que como em toda reforma, o material acabou faltando (no caso apenas a manta) e tivemos que comprar mais para repor. O nosso erro foi não calcular as partes de corte, então perdemos um pouco da metragem inicial, faltando 5 metros para terminarmos o escritório. A loja estava sem estoque e tivemos que pedir para o fornecedor de fábrica, que nos atendeu super bem e nos enviou o que precisávamos, porém cobrando o preço da tabela cheia, o que acabou saindo R$170,00 na época. Se tivéssemos comprado 5 metros a mais inicialmente, teríamos economizado R$100,00 e não teríamos passado sufoco, mas como não tínhamos essa experiência, fizemos nosso melhor. Por isso eu recomendo que você sempre compre uma metragem excedente, é melhor sobrar um pouquinho do que faltar (acredite, é tenso, imagina se saísse de linha?! íamos ficar com um cômodo destoante na casa).

Além disso também compramos uns 5 rolos de fita dupla face para aplicação da manta, o que totalizou cerca de R$50,00. E um pequeno balde de cola de sapateiro que custou R$10,00 para grudar o rodapé.

Custo total da aplicação manta e rodapé com todos materiais: R$710,00 para 30 metros.

 

Sobre a aplicação da manta

A aplicação da manta foi super fácil. Ela vem em um rolo grande, você tem que abrir no apê, medir e fazer os cortes. Não tem muito como explicar porque é meio intuitivo, mas basicamente fizemos o seguinte: Chegamos em um cômodo, abrimos o rolo, deixamos ele rente a parede e fizemos o corte com uma margem boa de sobra, para fazer o acabamento final das bordas. A parte mais difícil foi o corredor e as entradas da porta, mas usamos nossa criatividade e fizemos um acabamento simples com emendas e recortes geométricos das sobras da manta. Depois de recortar tudo, colamos no chão com fita dupla face. Sim isso mesmo, passamos fita dupla face nos cantos e nas bordas da manta e grudamos no chão, simples assim.

PROCESSO

  1.  Desenrolar em um cômodo e fazer o corte.
  2.  Cortar os acabamentos e emendas.
  3.  Aplicar fita dupla face nos cantos do chão.
  4.  Colar a manta por cima.

Dificuldade zero! A verdade é que a gente inicialmente ia colocar com cola de sapateiro, mas logo percebemos que ela derretia a manta, então abortamos o processo. Eu acabei tendo a ideia de usar fita dupla face e no fim foi genial, porque já faz 1 ano e 2 meses que estamos no apê e o piso continua intacto (mesmo arrastando móveis).

 

Sobre aplicação do rodapé

Bom, aí entra a parte de desespero desse processo todo: a tensa colocação do rodapé. A verdade é que nós não tínhamos muita noção de como colocar e só quando começamos a fazer é que nos deparamos com as tais das quinas que necessitam de um recorte especial. Ficamos com medo de mexer naquela máquina própria para isso e não conseguimos cortar com a serra pequena, portanto acabamos fazendo “de qualquer jeito” o que não deixou um aspecto tão profissional no apê. Cortamos tudo reto e colamos um em cima do outro (ver foto para entender) usando cola de sapateiro.

Isso deu um trabalho e no fim eu fiquei super frustrada porque achei que ficou meio “feio”. Além disso, o rodapé de cerâmica era maior que o nosso e isso acabou deixando ele um pouco saltado. Mas no fim das contas aprendi a lidar com essas imperfeições porque na época foi o melhor que podíamos fazer com nosso conhecimento e experiência. Porém hoje em dia tem vários tutoriais na internet que ensinam a colocar o rodapé e se tivéssemos visto isso antes teríamos feito melhor. Outra solução poderia ter sido rodapé de EVA autocolante, que também dá bem menos trabalho (apesar de ser mais caro). Mas mais uma vez vale o mantra, fizemos o melhor que podíamos com o conhecimento da época e os recursos que tinhamos.

Não contratamos um profissional porque o orçamento médio que recebemos era praticamente o triplo do gasto com todo o material. E tendo em vista que queríamos algo mais móvel mesmo (pois vamos tirar ao sair) isso não fazia muito sentido. Por isso improvisamos como deu. De toda forma com certeza se precisarmos fazer em uma próxima vez, vamos alugar a máquina como os meninos da Casa Cobre fizeram!

Conclusão final

Ficamos muito satisfeitos com o piso, mas um pouco decepcionados com o rodapé. De toda forma, em um saldo geral, achamos uma experiência enriquecedora e não nos arrependemos da nossa escolha. Hoje o apê tem um aspecto muito mais aconchegante e considerando o que gastamos foi muito pouco né? Claro que perfeito não ficou, mas como eu também disse no relato de experiência da nossa aplicação do metro white da cozinha, quando fazemos uma reforma por nossa conta não podemos esperar um aspecto tão profissional. Aceitar as imperfeições e lidar com elas é necessário para quem decide se aventurar no mundo das reformas baratas e do faça você mesmo.

Dito isso, vou deixar um pequeno FAQ com perguntas gerai, assim eu consigo abordar outras coisas que eu não deixei no relato:

A manta pode ser aplicado em cima de qualquer piso?

Não! O piso deve ser resistente. Lembre-se que ela será colada com fita adesiva e se for um piso frágil pode riscar, ou manchar. Se não tiver nenhum apego ao piso de baixo tudo bem, mas se for algo alugado, tome cuidado ao avaliar o piso, porque se você estragar terá que repor. Piso de cerâmica comporta a fita adesiva, depois é só tirar e passar um pequeno solvente de cola para limpa-lo totalmente.

A manta suja muito? é fácil limpar?

Sim suja, pois é cinza claro. Mas como eu gosto de coisas claras estou acostumada com a rotina de limpeza 2x por semana.  E é fácil de limpar. Passo aspirador e um pano simples com algum tipo de desinfetante.

Pode lavar?

Não é recomendado. Nenhum piso vinílico ou laminado é 100% lavável. Mas a manta aguenta menos água. Por isso eu apenas passo pano.

É fácil tirar caso tenha que entregar o apê?

Sim. só descolar e retirar a fita adesiva. A mesma coisa para o rodapé. E o bom é que ela pode ser reaproveitada depois em outro lugar (ou até mesmo para encapar coisas, porque ela é BEM fininha).

O acabamento fica igual a um piso vinilico ou laminado?

Bem parecido. Pelo menos com os modelos mais baratos dos últimos apês que morei.

Pode arrastar os móveis?

Sim, mas com cuidado. Na mudança fizemos apenas 2 pequenos rasgos na manta arrastando o sofá (tinha um parafuso solto e não vimos). Mas com cuidado pode sim. Fizemos toda a mudança depois da aplicação da manta.

Os recortes ficam evidentes?

Sim, principalmente se o piso for mais claro.

Ufa! ficou um post e tanto! Espero ter ajudado e qualquer dúvida, é só deixar nos comentários 😀

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